Vanguarda

Viniciando

Publicado por: despriscilla em: janeiro 3, 2010

Aqui na guela não desce uísque, amigo.

Deve ser por isso que eu não escrevo ou amo como o Vinícius.

“Ó minha amada
Que olhos os teus
São cais noturnos
Cheios de adeus”

Handout BOCA DO INFERNO

Publicado por: despriscilla em: novembro 27, 2009

Se tiverem alguma dúvida na hora de fazer o relatório, me mandem um e-mail: sciprilla@gmail.com

 

Universidade de Brasília –  UnB

Instituto de Letras – IL

Departamento de Teoria Literária e Literaturas – TEL

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Disciplina: Barroco e Arcadismo     Código: 141151

Professor: Augusto Rodrigues da Silva Junior   Período: I/2009

Alunas: Juliana Amorim, Priscilla Dalledone, Renata Alvetti, Samarah Regia

Boca do Inferno: um assassinato político na Bahia do século XVII envolve as duas principais figuras barrocas do Brasil, Gregório de Matos Guerra e Pe. Antonio Vieira.


Ana Miranda tenta ao máximo aproximar o escritor Gregório de Matos (o que realmente existiu) do personagem de mesmo nome, do livro; o mesmo ocorre com o Pe. Antonio Vieira e seu personagem. Trata-se de um romance histórico fruto de grande pesquisa da autora, porém, é claro, com parte de fantasias para ilustrar.

A aproximação entre a linguagem do próprio Gregório e a linguagem do livro é feita por meio de transcrição de trechos de seus poemas e o estilo de escrita do narrador muito se assemelha à forma como o próprio poeta costumava escrever. Miranda incorpora traços e vícios de linguagem de Gregório de Matos a fim de dar um ar típico do Boca do Inferno tanto para o narrador quanto para as falas do personagem – quando se usa o discurso direto. O mesmo acontece quando o foco da narrativa é direcionado a Vieira. Com um vocabulário mais polido e educado, o narrador descreve o padre e transforma o discurso direto em falas semelhantes aos sermões do próprio.

Essa aproximação, que ocorre desde o início até o fim da narrativa, é resultado de uma escrita preocupada da autora com os estilos dos escritores personagens. É a partir do que já foi escrito que se pode criar o novo, assim como é com base na história antiga que tecemos nossa vida atual. Tanto o Barroco como os estilos literários seguintes a ele que existiram no Brasil fazem parte da Literatura que existe hoje, são as nossas raízes. Assim como a nossa infância interfere na nossa vida adulta e na velhice, os escritos antigos (que retratam também os momentos que o Brasil passou) servem como base para todos que produzem Literatura contemporânea. O trabalho de Ana Miranda representa a retomada desse estilo e possibilita o acesso a ele a escritores e leitores contemporâneos facilitando, assim, a pesquisa e ampliando o conhecimento literário e histórico.

Noite de asma

Publicado por: despriscilla em: novembro 12, 2009

Meu corpo pede ar.

Prova amanhã

Publicado por: despriscilla em: novembro 5, 2009

E-mail que o Hermenegildo mandou pra Priscyla:

Prezada Colega,

Espero esteja tudo bem.

Conforme combinado, haverá prova de Crítica literária amanhã – 05/11

Att

Asael

Divagações sobre incertezas

Publicado por: despriscilla em: outubro 24, 2009

Eu queria ouvir um vai.

Eu iria embora, chorosa, sedenta. Ah, eu ia…

Eu queria ouvir uma certeza sua.

Um sim, um não.

E queria saber.

Então me deixe em paz

Ou me ame loucamente.

Muito gelo e dois dedos d’água

Publicado por: despriscilla em: outubro 24, 2009

“Nossa graça e vontade
Derretem na chuva.”

Gostei do trecho do filme. Gostei do espírito dela. Sou eu às vezes.

Borra de café

Publicado por: despriscilla em: setembro 14, 2009

E depois de tomar meu café, a borra desenhava um coração.

São as paixões da minha saliva…

Sem rir

Publicado por: despriscilla em: setembro 14, 2009

Não há dor

que seja sóbria

não existe amor

que aguente

bomba relógio.

Amanhã

meu amor morreu

e mesmo hoje não existe mais.

Não precisamos

de beijos

ou promessas em vão.

Despedi-me de sonhos,

planos

ou qualquer ilusão.

O que ontem desmoronou

deixou cacos

e meus lábios secos

não se abrirão.

O que morreu

morreu;

e mesmo se a dor passar

eu posso seguir

e continuar

cicatrizada,

porém a ferida

fechada

deixa marca

e o que se foi

ainda

tatuado na língua

não vai poder sair

e preso na boca,

na memória

e no corpo

me fará seguir

o amanhã terno

seguir

sem rir.

Pedra

Publicado por: despriscilla em: agosto 30, 2009

Digo não

pra solidão

não digo

não.

Tristeza tenho nos olhos,

ansiedade na voz

aflição na mão.

Eu bebo o eco

que chora no ouvido

e ouço o silêncio maldito

das batidas do coração.

Ele que bate fraco

que já bateu em mim.

E aquilo que era imortal

se tornou “assim-assim”.

Estou de volta em casa

sozinha

De paixão não sobrou nada

nem canto,

ou encanto,

filosofias de madrugada.

E assim caminho parada

relembrando canções de carnaval

conversando com o silêncio

que diz:

coração sossega

se tu éras de cristal

agora pedra.

Perda

Publicado por: despriscilla em: julho 27, 2009

Tudo escuro em minha casa.

Entro e peço que você não vá.

Não me responde por quê?

Pega suas coisas.

Quem vai agora sou eu.

Choro.

Quero me despedir da minha casa.

Tudo escuro.

Quero me despedir da vida.

Desço.

E sinto que é a última vez que me alimento.

Acordo assustada. Não sei lidar com perdas.


  • Nenhuma
  • carlinho: No te detengas ni un momento, sigue mirando el fondo del tazón y en el encontraras no solo mi corazón, sino mi amor.
  • rafael: Blog novo?
  • melodyfairy: Olá! É, esse negocio de se definir acho meio impossível. Ninguém é tão simples a ponto de conseguir se entender e, creio eu, também não gosta

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